Seis motivos para não escrever artigos

E argumentos para convencer de que são mentiras.

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Foram muitas as vezes que ouvi de líderes ou colegas o conselho de que deveria produzir conteúdo técnico como um dos passos do livro de receita para ser “uma profissional melhor”.

Porém, certamente por insegurança e talvez até por um pouco preguiça, arranjei muitas desculpas para não o fazer.

Esse texto é um tanto motivacional, confesso. Mas após começar escrever algumas pessoas compartilharam comigo exatamente as mesmas inseguranças que tinha e por isso resolvi registrar. Se não for para motivar alguém, vai motivar a Daniane do futuro que vai voltar a ler isso algum dia.

(Recado para Daniane do futuro: espero que estejas lendo isso de dentro de alguma FANMG. ❤)

1. “Não tenho nada inédito para escrever. Qualquer assunto já tem mil tutoriais melhores disponíveis.”

Sim, é verdade. Acontece que acredito que a escrita de artigos deve ser encarada mais como um resumo e registro de conteúdos aprendidos do que ter o objetivo de atingir um grande número de leitores.

Ao escrever um artigo, acabamos por estudar mais sobre um determinado assunto. O aprendizado é o real o ganho. O artigo é só o produto final e uma bela fonte de consulta pro futuro.

2. “Ninguém vai ler”

Discutível. É bem possível que o texto não atinja muitas pessoas, mas sempre vai servir para construir portfolio. Eu nunca acho que alguém vai ler o que escrevo, mas já passei por um processo de entrevista de emprego em que o entrevistador técnico confessou que antes da entrevista “stalkeou” tudo o que produzi e contou como ponto positivo.

3. “Vou passar vergonha”

Bom, ao acreditar que ninguém vai ler, não tem porque ter medo de passar vergonha. 🙃 Mas falando sério: o medo de passar vergonha nos faz aprofundar mais sobre os temas e, por consequência, aprender mais.

Além disso, da mesma forma que existem pessoas prontas para nos menosprezar, também existem muitas dispostas a apoiar. Pelo menos três amigos comentaram que depois de me ver escrevendo, criaram coragem para fazer o mesmo.

4. “Não escrevo bem nem inglês, nem em português”

Escrever em inglês desenvolve as habilidades na linguagem. Google Translate e Grammarly ajudam a minimizar os erros.

Se não quiser escrever em inglês basta ter em mente que o português é o quinto idioma mais falado no mundo: são 280 milhões de entendedores de hues.

E se houverem erros, qual o problema? O objetivo é se auto desenvolver e não virar a próxima Jane Austen ou Clarice Lispector.

5. “Preciso de um site pessoal para publicar”

Um domínio customizado é legal, mas envolve investimento. Apesar de o Medium centralizar/esconder conteúdo em favor da monetização, tem uma boa interface e formatação de texto.

Existe também o dev.to ou o próprio GitHub, onde é possível escrever no “README” dos repositórios.

Considero começar a escrever mais importante do que encontrar o ambiente perfeito para tal. Depois de ter o conteúdo fica fácil migrar entre plataformas. Tento sempre publicar em todas. 👩🏻

6. “Não sei sobre o que escrever”

Desevolver algo no dia a dia com uma abordagem diferente do “normal”, fazer o resumo de uma live assistida, testar uma feature de alguma linguagem lançada/atualizada recentemente… Tudo pode virar conteúdo! O difícil é começar. Depois as ideias vão surgindo.

Resumindo…

Eu encaro a escrita de artigos como forma de motivação para continuar estudando, lembrete e sintetização do que aprendi e construção de portfolio muito mais do que como algo que vá atingir um grande público, trazer conteúdo inovador e científico ou mudar a vida de alguém.

Tudo isso pode sim acontecer, mas acredito que não deva ser o foco. Se ajudar uma pessoa: fantástico! Ultrapassa expectativas!

Até lá, certamente o desenvolvimento pessoal já vale.

Software Engineer. Always learning.

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